JAMES SUCKLING: “O GRANDE MOMENTO DO VINHO CHILENO É AGORA”

Colchágua

Nunca houve um momento melhor para comprar vinho chileno. Recentemente fiz a minha quinta viagem ao Chile em três anos para provar quase 800 vinhos e descobri que a grande maioria dos vinhos (601 de 715) eram dignos de 90 pontos ou mais! Um lote de 41 vinhos recebeu 95 pontos ou mais. A maioria provados às cegas no Hotel W em Santiago com a minha equipe, contudo fiz viagens de um dia, incluindo os Vales de Colchágua e a região de Puente Alto no Maipo, para provar outros vinhos.

Na verdade, centenas de excelentes vinhos de qualidade estão entrando no mercado. Não faz mal repetir que as safras atuais disponíveis, especialmente para os tintos, são fantásticas – principalmente 2013, 2014 e 2015. Na verdade, não tem havido uma safra ruim em anos, embora 2017 seja questionável devido a uma colheita excepcionalmente pequena e por conta dos grandes incêndios florestais no país que podem ter atingido alguns vinhedos. A relação qualidade-preço também é difícil de ignorar: garrafas chilenas altamente cotadas que custam entre US$ 15 a US$ 30 por unidade nos Estados Unidos podem facilmente competir com empresas europeias ou californianas que custariam três a quatro vezes mais. “O desafio a longo prazo para nós é provar ao mundo que temos grandes vinhos em todos os níveis”, disse Eduardo Chadwick, dinâmico proprietário da Errázuriz e Seña. “Acho que fizemos isso com os lançamentos deste ano.”

O Seña 2015 é um dos três vinhos perfeitos que avaliei este ano, ao lado do Almaviva 2015 e Lapostolle Clos Apalta 2014. Eles não são baratos e custam cerca de US$ 100 a garrafa (EUA), mas esses vinhos mostram caráter distinto e estrutura. Eles não são vinhos que impactam por sua fruta ou poder de seus taninos. Ao contrário, são vinhos que seduzem você por sua complexidade, forma e equilíbrio.

Garrafas

De outra parte, a Syrah é uma variedade impressionante em quase todos os cantos do Chile. Os exemplares variam mas normalmente são vinhos poderosos e musculosos capazes de competir com o melhor da França ou Austrália. Infelizmente, alguns produtores não estão interessados na varietal desde que o mercado dos EUA não se interessa por ela. Mas isso está se tornando cada vez menos importante eis que a China é agora o mercado de exportação número um para os vinhos do Chile. Por enquanto, a China não tem preconceitos. Este poderia também ser o caso para a Carménère, porque as produções atuais apontam para uma estrutura mais firme e um revestimento mais seco.

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