#UmaMinaAjudaAOutra: conheça esta campanha de carnaval

Violência e assédio sexual contra a mulher são coisas que, infelizmente, acontecem todo dia e a todo momento no Brasil. Mas este problema piora ainda mais no Carnaval. Já não é de hoje que vemos campanhas sobre o tema durante o mês de fevereiro, seja ela “ensinando”os homens de que beijar à força não é legal (sim, alguns AINDA não aprenderam), seja instruindo as mulheres de que assédio sexual é crime e o 180 está aí para ser usado.

Em 2016, o coletivo AzMina lançou a campanha #CarnavalSemAssédio e este ano elas estão propondo um movimento focado na sororidade, chamado de #UmaMinaAjudaAOutra. Com o objetivo parecido ao do Vamos Juntas?, a proposta é disseminar a ideia de que unidas somos mais fortes. É o bom e velho “mexeu com uma, mexeu com todas” sendo colocado em prática.

Se você frequenta festas de carnaval (ou até mesmo outros tipos de festas), certamente já se deparou com situações em que uma mulher estava passando por maus bocados ou até mesmo correndo perigo. Às vezes a gente precisa meter a colher, sim, e é isso que mostra uma série de relatos publicados no site d’AzMina, no lançamento da campanha.

“Estávamos em um bloco em São Paulo e, no meio da folia, eu encontro uma conhecida do meu bairro discutindo com o namorado, uma briga feia. Ele ameaçava bater nela e, quando levantou a mão, eu entrei na frente dela. Quase apanhei, mas o empurrei de volta. Meus amigos seguraram ele e fiquei com a menina o dia todo. Ela chorava muito. O motivo da briga? Um cara deu em cima dela e ela não correspondeu, mas não do jeito que ele achava ideal, então foi brigar e querer bater nela. Vê se pode!” – Catarina Alves, 20 anos

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