EU ESTOU PENSANDO EM ACABAR COM TUDO – IAIN REID

TÍTULO ORIGINAL: I’m Thinking of Ending Things
AUTOR: Iain Reid
GÊNERO: Thriller Psicológico
EDITORA: Fábrica231
ANO DE LANÇAMENTO: 2017
NÚMERO DE PÁGINAS: 224
SINOPSE: No romance de estréia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.

Oi pessoal! Estão bem? Acabei de terminar essa leitura e já corri para escrever sobre ela aqui no blog porque não aguentei esperar. O que eu estou sentido sobre ela ainda não consigo explicar direito mas eu tinha que escrever, até para colocar para fora e descobrir. Vai ser difícil esquecer esse livro assim como vai ser difícil escrever essa resenha. A história mexeu muito comigo, me manteve apreensiva o tempo todo e me deixou desconcertada no final.
Logo de início, você percebe que a namorada de Jake não é muito equilibrada (ela é quem narra a história e não é dito seu nome em nenhum momento). Ela, durante a viagem de carro que estão fazendo para visitar os pais dele, está pensando em terminar o namoro, mas não sabe como. Durante o trajeto, eles conversam sobre muitas coisas, Jake é um ótimo conversador, é muito inteligente, quer ser professor, então o livro nos proporciona várias passagens filosóficas.
“Nós não podemos e não sabemos o que os outros estão pensando. Não podemos e não sabemos que motivações as pessoas têm para fazer as coisas que fazem. Nunca. Não totalmente. Essa era minha aterrorizante epifania da juventude. Nós nunca conhecemos realmente alguém. Eu não conheço. Nem você.” (página 186)
“Alegoria, metáfora elaborada. Não apenas compreendemos ou reconhecemos significado e validade por meio de experiência. Nós aceitamos, rejeitamos e discernimos por meio de exemplos.” (página 213)
“O que podemos fazer quando não há mais ninguém? Quando tentamos nos sustentar totalmente por conta própria? O que fazemos quando estamos sempre sozinhos? Quando não há mais ninguém, nunca? O que a vida significa, então? Significa algo? O que é um dia, então? Uma semana? Um ano? Uma vida toda? O que é uma vida? Tudo significa algo mais.” (página 216)

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