Publicidade dialética

Olá, tudo bem?

Podemos fazer publicidade para o mal?

É notável a capacidade do ser humano de inventar, reinventar e modificar tudo ao seu redor. E como tudo tem dois lados, essa característica inventiva pode ser usada para o mal. Vide as campanhas publicitárias de cervejas.

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O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central que causa desinibição e euforia em um primeiro momento; e depressão e angústia em um momento posterior. A síndrome da abstinência, caracterizada por confusão mental, visões, ansiedade, tremores e convulsões surge após a suspensão do álcool após longo tempo de consumo. Os efeitos agudos do consumo excessivo são sentidos em órgãos como o fígado, coração, vasos sanguíneos e estômago. Mas se engana aquele que pensa que apenas bebidas destiladas com alto teor de álcool causam dependência e malefícios para o organismo. É justamente pelo seu baixo teor que a cerveja se torna um perigo. É um veneno que se toma em doses homeopáticas.

Os grupos de ajuda à dependentes do álcool (Alcoólicos Anônimos) não existiram se o problema não fosse sério. E é agravado pela intensa publicidade sobre o consumo de cerveja que existe no país. Em sua maioria, esse tipo de publicidade se destina a uma parcela masculina da população, em uma faixa da escala social econômica (do meio para baixo). Por isso a mulher, ou melhor a vulgarização a mulher, é tema recorrente. Frases como: “Todo mundo tem um lado devassa” (com a cantora Sandy como propaganda), ou “Pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra” (fazendo referência a uma cerveja escura), já trazem estampado e ridicularizado o estereótipo de mulher vulgar, que serve ao homem sexualmente.

Continue lendo em Loucuras de Julia 

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