A angústia de não ser perfeita

Estou angustiada pois me olho no espelho e não consigo amar o que vejo, porque não tenho aquela cintura fina, aquele quadril largo e aquela barriga chapada, não consigo nem sequer aceitar as estrias que apareceram aqui e ali. Eu não faço a menor ideia de como cheguei ao fundo do poço. Mas a situação não é legal e eu quero muito conversar.

Por muitas vezes eu procurei em mim todo esse padrão que o mundo dita, todas as medidas que o meu biótipo não podia me oferecer. Eu me sentia tão mal por ter que comprar uma calça 40 e não uma 36, por usar uma camiseta M e não P, por usar um sutiã 38 e não um 42. O mundo e essa mania de criar estereótipos ferrou tanto com a minha mente, que eu já não conseguia me amar.

A falta de amor próprio me esgotava a cada dia, nem sequer aguentava mais me olhar no espelho. Ache idiota o quanto for, mas quando o cara que eu estava a fim me elogiava, eu duvidava e acreditava no discurso barato que o mundo fazia. Simplesmente comecei a buscar explicações após cada elogio: “Como assim você me acha bonita? ”, “Não, isso não é verdade”, “Já pode parar de brincar”. Eu não conseguia aceitar.

Cheguei ao fundo do poço quando busquei a perfeição, já não conseguia distinguir qual era o problema. Queria números nas redes sociais, então busquei tutoriais que me trouxeram muito retorno e números falsos, aprendi os melhores truques de maquiagem para esconder o que estava “errado”, tentei aprender a editar e busquei ângulos melhores. Mas no fundo o vazio continuava lá.

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