#AQUELAHISTÓRIA: DEI O SANGUE POR ESSA VAGA – LITERALMENTE!

 

Eu faço parte de uma comunidade chamada QG dos Blogueiros. O pessoal lá costuma lançar stags muito originais para os membros participarem. A mais recente é #AquelaHistória, que nada mais é uma campanha para compartilharmo com nossos leitores, histórias marcantes das nossas vidas. Eu adorei, pois tenho muito a contar, então vou entrar na brincadeira. Então vamos lá?

Era final de janeiro de 2015. Havia sido aprovada no vestibular para Relações Internacionais da UFRGS sem nunca ter feito cursinho pré-vestibular, além de vir de um ensino básico 100% público. R.I é um dos cursos mais concorridos da UFRGS e a UFRGS, por sua vez, é uma das universidades mais concorridas do Brasil. Logo, minha aprovação aqui é equivalente a um milagre que eu não poderia deixar escapar. Pois bem, foi uma alegria que só. Por ser baixa renda, minha matrícula exigia TROCENTOS documentos. Tinha que comprovar de tudo mesmo, cada movimentação bancária dos últimos meses, imposto de renda, situação familiar, tudo. Uma papelada danada. Sendo assim, comecei bem cedo a juntar todos os papéis necessários e então, dia 27 de janeiro, uma terça-feira, lá estava eu, a 100 kms longe de casa para entregar a papelada.
Mas, vejam vocês, é um palavreado difícil o do edital do aluno. Não dá pra saber exatamente o que estão pedindo. Assim sendo, cheguei lá e, para meu desespero, faltava muita coisa. O imposto de renda do meu pai estava desatualizado, e a cópia da carteira de trabalho da minha mãe e irmão precisava ser autenticadas em cartório… enfim, TAVA TUDO DANDO ERRADO! Fiquei preocupada, mas a equipe tentou me acalmar me dando uma segunda data… para dali a dois dias!! Como conseguir comprovar o imposto de renda e tirar tudo isso em um dia?? Meu pai não poderia faltar mais dois dias de trabalho pra ficar me ajudando e dando carona! Eu teria que fazer tudo sozinha e rezar para dar tempo.

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Pois muito que bem, eu e meu pai fizemos um lanche rápido e zarpamos direto para minha cidade, chegando lá já no fim da tarde. Eu era amiga do filho de um contator, então liguei para o escritório e começamos a correria. Meu pai voltou para o trabalho enquanto eu procurava dar conta de todos os papéis e autenticações nesse final de terça-feira, e voltando à luta na quarta-feira bem cedo.
Toda a minha correria foi feita sobre uma bicicleta. Eu amava andar de bicicleta e ela fazia com que eu atravessasse a cidade muito mais rápido. É necessário entender que ciclistas devem respeitar as regras de trânsito como os automóveis: andar na mão certa, não andar sobre a calçada, respeitar a preferencial, etc.

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Pois bem, fiz toda a mão e, para minha satisfação, estava tudo devidamente encaminhado antes das 16h. Fora um dia muito intenso de calor e sol rachando, mas o tempo começava a nublar e, no momento em que eu deixava o escritório de contabilidade com minha bicicleta e minha pasta repleta de papéis, começou a chover. Forte. Parei e pensei comigo: espero a chuva passar ou vou pra casa me molhando mesmo? Bem, o dia estava quente e eu cheguei à conclusão de que um banho de chuva me lavaria a alma. Guardei minha pasta na bolsa, sendo que ela não cabia muito bem, e subi na bicicleta. Usei uma mão para segurar a parte de cima da pasta, para evitar que entrasse água e danificasse os documentos. Por causa da chuva, decidi ir por uma rua mais calma, a fim de evitar movimento de carros, embora ela fosse na contramão.

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