[Biografias Reais] Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves foi um dos maiores poetas brasileiros. Morreu muito jovem, aos 24 anos, mas deixou um legado que se estende até hoje. São maravilhosos e comoventes seus versos sobre a escravidão, e também o seu romancismo exacerbado inspirado na eterna paixão por sua Eugênia. E essa mistura de consciência social e paixão moldou uma das mais brilhantes – apesar de breve – trajetória de um escritor brasileiro.

É conhecido como “Poeta dos Escravos”. Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro(Condoreirismo ou condorismo é uma parte de uma escola literária da poesia brasileira, a terceira fase romântica, marcada pela temática social e a defesa de ideias igualitárias.).

Numa das obras mais belas da literatura de nosso continente, “Canto Geral”, do poeta chileno Pablo Neruda, é dedicado um poema a Castro Alves. O poeta condoreiro é lembrado por Neruda como aquele que, ao mesmo tempo em que cantou às flores, às águas, à formosura da mulher amada, fez com que sua voz batesse “em portas até então fechadas para que, combatendo, a liberdade entrasse”. Portanto, termina o poeta chileno, “tua voz uniu-se à eterna e alta voz dos homens. Cantaste bem. Cantaste como se deve cantar”. Como dá para perceber, Neruda reverencia Castro Alves por ter cantado àqueles que não tinham voz: os escravos. O poema chama-se “Castro Alves do Brasil”.

Tendo participado de Associações abolicionistas, junto a outros tantos colegas das Faculdades de Direito no Recife e em São Paulo, Castro Alves fez-se colega, amigo e conhecido de vários literatos que, no futuro, vieram a tornar-se expoentes de nossas letras.

Um destes colegas – e o principal responsável pela preservação de seu material inédito e documentação, foi justamente um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Ruy Barbosa.

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