ENCARANDO A AUTOSSABOTAGEM – 3 LIÇÕES PRÁTICAS

Todos nós já tivemos algum momento em que nosso principal inimigo fomos nós mesmos.
Aquele documento importante para uma prova que acabamos deixando esquecido em cima da mesa… Aquela confusão com o horário de um compromisso que poderia mudar os rumos de nossa carreira… Aquela vozinha que diz constante e irritantemente: “não vai dar certo”.

Existem infinitas formas de trair a si mesmo, cada pessoa [e seu respectivo inconsciente] encontra meios para o autoengano, para autossabotagem. Como bem sabemos, ninguém é igual a ninguém e para vencer esses fantasmas internos que nos traem, devemos passar por um processo detalhado de autoconhecimento.
No esforço de atentar para alguns movimentos de autossabotagem e as formas de enfrenta-los, apresento 3 lições muito trabalhadas na minha prática com a clínica em psicologia.
Primeiro, falemos sobre aqueles que reclamam do azar em suas vidas.
Imagine uma pessoa em uma situação minimamente estável, mas sem condições de crescimento pessoal. Essa pessoa diz de todas as oportunidades que lhe foram tiradas, sobre como a sorte parece estar contra ela, que as injustiças do destino recaem todas sobre os seus ombros.
Quando olhamos mais perto, percebemos que o sujeito em questão negou todas as possibilidades de crescimento, sempre tinha uma desculpa muito bem articulada, pelo menos para si mesmo, dos motivos pelos quais não deveria se arriscar.
Sair de uma condição estável para uma empreitada em direção à projetos mais arrojados, com raríssimas exceções, significa risco. Apesar de algumas histórias de sucesso, sabemos que muita gente acaba fracassando nessas tentativas e nada mais natural que sentir receio.
É muito importante deixar claro que não tem problema nenhum querer estabilidade, decidir continuar na chamada zona de conforto, o problema é estar alienado dessa decisão. Quando sabemos a razão de nossas decisões não precisamos inventar tragédias pessoais que expliquem nossa atual condição. Claro que ninguém quer perceber que uma boa parte de nossa insatisfação foi causada por nossas próprias escolhas, mas, por mais desagradável que seja, é muito mais saudável.

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