O que ainda existe aqui dentro

Eu poderia te mandar uma mensagem, poderia te enviar um áudio, te ligar, talvez. Mas você sabe que escrever é o que eu gosto. Ainda mais quando é da gente. Não faça perguntas difíceis, provavelmente eu não saiba o porquê, mas desconfio que seja uma forma de conseguir colocar pra fora o que ainda existe aqui dentro.

É como se eu te conhecesse de outras vidas ou o destino já estivesse planejando esse encontro. Sem querer ser clichê, você sabe do que eu estou falando. É sintonia que vez ou outra falha, é a conexão que hora ou outra dá um corte. São os gênios fortes que as vezes se batem. É falta de paciência ou até mesmo o medo de ser como das outras vezes. Nunca vai ser. De qualquer forma, é sempre a gente, do nosso jeito. Às vezes meio torto, com saudade, vontade de ter o que está tão distante.

Das vezes que doeu, eu sempre guardo o conforto ao te ver voltar. Das vezes que faltou diálogo, eu tenho comigo cada momento que você me fez rir e dividiu comigo um pouquinho da sua vida. Das vezes que eu não soube o que dizer, eu tenho um pacote guardado aqui dentro com tudo o que te faz ser diferente.

Ainda que você me ache melosa ou mimimi demais, algumas coisas precisam ser ditas. Tudo o que nos traduz e me faz sentir você quando eu escuto. Todas as músicas que deram melodia pra nossa história. Desde a minha paródia um pouco boba de Clarice Falcão quando eu não fazia ideia de tudo o que você ainda iria significar pra mim, até aquelas que já vieram prontas, como se tivéssemos sido a referência.

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